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Internet pode viciar?
Ao visitar o blog do professor/pesquisador de cibercultura, Alex Primo, me deparei com a seguinte pergunta: Existe, de fato, o vício de internet?
Achei a questão muito interessante, pois vivemos em um momento em que somos cada vez mais estimulados a estar em rede. Mas será que podemos perder o controle e acabar nos viciando? Já até existem clínicas e profissionais tratando dessa patologia.
Este trecho eu tirei do post do blog do Alex Primo:
"Como lembra o sociólogo Manuel Castells, pessoas gregárias poderão fazer um número maior de amizades na rede; outros, que tendem ao isolamento, encontrarão na internet novas formas de distanciamento. Mas seria a internet uma droga digital com alto poder de addicção? A abstinência da rede pode causar graves crises de ansiedade?"
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Achei a questão muito interessante, pois vivemos em um momento em que somos cada vez mais estimulados a estar em rede. Mas será que podemos perder o controle e acabar nos viciando? Já até existem clínicas e profissionais tratando dessa patologia.
"Como lembra o sociólogo Manuel Castells, pessoas gregárias poderão fazer um número maior de amizades na rede; outros, que tendem ao isolamento, encontrarão na internet novas formas de distanciamento. Mas seria a internet uma droga digital com alto poder de addicção? A abstinência da rede pode causar graves crises de ansiedade?"
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"Twittemos" todos: redes sociais nas empresas
A tecnologia não é boa ou má em si, nem útil ou inútil. O X da questão é o que se faz com ela, para qual fim ela é o meio. O que é contado abaixo, no trecho do texto escrito pelo Jornalista e Professor Wilson da Costa Bueno foi profetizado por McLuhan, na década de 60, na obra "Os meios de comunicação como extensões do homem":
O Twitter e a derrocada do autoritarismo na comunicação
Nenhuma organização se sente confortável quando um consumidor tece críticas a ela, particularmente quando isso acontece publicamente, sobretudo tendo a mídia como caixa de ressonância. Ela sempre imagina que a sua imagem resultará arranhada, o que pode ser absolutamente verdade (mas será que ela não mereceu o puxão de orelhas?).
É razoável aceitar que, quase sempre, ao ser criticada, uma organização (ou mesmo uma pessoa) entra mesmo nessa zona de desconforto, se coloca na defensiva ou busca argumentos contrários (mas nem sempre verdadeiros) para neutralizar crítica etc. Esta postura é normal porque esse negócio de dar a outra face depois de levar uma bofetada não se aplica bem ao universo dos negócios.
(...) Há uma explicação (justificativa nunca!) para essa postura: as organizações costumam ser autoritárias simplesmente porque seus diretores (ou gestores em geral) ainda estão, em sua esmagadora maioria, amarrados a uma cultura retrógrada, dinossáurica, que encara as críticas como ameaças. Eles não conseguem perceber sinais de alerta ou mesmo sugestões brilhantes que brotam do terreno da boca ou da pena (mais recentemente da tecla) do adversário.
(...) O momento exige mudanças. As organizações precisam, por uma questão de sobrevivência, conviver com a divergência porque ela será sempre maior, tendo em vista o aumento da concorrência, a visão mais crítica dos consumidores e o avanço da legislação que tolera cada vez menos abusos (embora a Justiça seja conivente com os faltosos, vide o Senado brasileiro, paraíso de mordomos, sobrinhos, netos e mausoléus!).
(...) As empresas não estão mais, embora algumas insistam em fechar os olhos para a realidade, blindadas contra as críticas porque as redes sociais, o Twitter, o Orkut, os blogs, os grupos de discussão, passaram a ser ambiente propício para esta modalidade nova de "rádio peão"eletrônica para a qual não há controle e censura que dêem jeito. Basta não andar na linha, basta desrespeitar o consumidor, praticar o assédio moral contra funcionários (...) ou prejudicar os investidores (...) para que a comunicação máquina-a-máquina funcione a todo vapor. E o ruído silencioso das redes sociais , da comunicação eletrônica é mais devastador do que o dos megafones e carros de som tradicionais.
Não há saída: a sociedade conectada não favorece o controle, torna ineficaz a estratégia antiga (infelizmente ainda utilizada em centenas de cidades brasileiras por empresas e autoridades) de cooptar veículos de comunicação em troca de anúncios, por amizade etc ou mesmo de ameaçar jornalistas/radialistas que insistem em denunciar escândalos políticos ou econômicos.
(...) As empresas devem contemplar as críticas como sinais de alerta porque boa parte delas se origina de motivos concretos ou até da sua incompetência em estabelecer diálogo com os seus públicos de interesse. Muitas preferem monitorá-las com o objetivo de desenvolver ações de intimidação ou de cooptação (continuam acreditando que toda pessoa tem seu preço!) em vez de ouvirem com mais cuidado e respeito porque consumidores, funcionários, na maioria dos casos, apenas querem colaborar, ainda que o tom não seja em princípio cordial (o que faria você se ficasse sem telefone ou internet o dia todo e dependesse deles para fechar negócios, conversar com parentes e amigos?).
As organizações precisam recrutar pessoas, especialmente líderes autênticos (há chefes que não lideram coisa alguma e que só se impõem pela possibilidade que as empresas lhes dão de chicotear aqueles que os contestam), que estejam dispostos a esta interação com humildade, praticando, interna e externamente, uma autêntica gestão de informações e de conhecimentos.
Seremos todos piratas (no bom sentido ) no futuro, mesmo que essa realidade pareça distante neste momento. Teremos que compartilhar valores, saberes, informações, conhecimentos se quisermos sobreviver em paz.
Até que isso aconteça, o negócio é resistir ao autoritarismo (o exemplo de Honduras indica que as ditaduras são cada vez menos toleráveis) de chefias, de empresas, de governos. Contra a censura, a auto-censura e o grito, usaremos o sarcasmo, a ironia, a conversa ao pé do fogo. Contra Davos o Fórum Social. Contra latifúndios (na agricultura e na mente), lançaremos mão da nossa opinião diversa, avessa à transgenia cultural e defenderemos, com veemência, a bio e a sociodiversidade.
(...) Twitter, Orkut, "rádio peão" e blogs irreverentes serão nossas enxadas eletrônicas contra empresas e chefias autoritárias. Um dia, aquela frase hipócrita - "o funcionário é o nosso maior patrimônio " (não é, Embraer?) - deixará de ser apenas um discurso vazio que freqüenta folders e vídeos institucionais e vigorará na prática.
As organizações e governos que quiserem "pagar para ver" levarão um tranco fenomenal. Quando a utopia se transformar em realidade, não haverá espaço para ditadores ou privilegiados, em Honduras ou no Senado. E isso só acontecerá, se acreditarmos nisso e estivermos dispostos a realizar as mudanças necessárias. O Twitter, o Orkut, os portais, os blogs são a nossa nova arma. Estamos nos preparando para a luta. E você está convidado.
As novas gerações darão o golpe fatal nas empresas, governos , oligarquias e patrões que, depois de terem avançado sobre o nosso passado, ainda tentam impedir no presente que a gente construa o nosso futuro.
Twittemos todos. A verdade é filha do tempo e não da autoridade (Goeth?).
Veja mais em: www.blogdowilson.com.br
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O Twitter e a derrocada do autoritarismo na comunicação
Nenhuma organização se sente confortável quando um consumidor tece críticas a ela, particularmente quando isso acontece publicamente, sobretudo tendo a mídia como caixa de ressonância. Ela sempre imagina que a sua imagem resultará arranhada, o que pode ser absolutamente verdade (mas será que ela não mereceu o puxão de orelhas?).
É razoável aceitar que, quase sempre, ao ser criticada, uma organização (ou mesmo uma pessoa) entra mesmo nessa zona de desconforto, se coloca na defensiva ou busca argumentos contrários (mas nem sempre verdadeiros) para neutralizar crítica etc. Esta postura é normal porque esse negócio de dar a outra face depois de levar uma bofetada não se aplica bem ao universo dos negócios.(...) Há uma explicação (justificativa nunca!) para essa postura: as organizações costumam ser autoritárias simplesmente porque seus diretores (ou gestores em geral) ainda estão, em sua esmagadora maioria, amarrados a uma cultura retrógrada, dinossáurica, que encara as críticas como ameaças. Eles não conseguem perceber sinais de alerta ou mesmo sugestões brilhantes que brotam do terreno da boca ou da pena (mais recentemente da tecla) do adversário.
(...) O momento exige mudanças. As organizações precisam, por uma questão de sobrevivência, conviver com a divergência porque ela será sempre maior, tendo em vista o aumento da concorrência, a visão mais crítica dos consumidores e o avanço da legislação que tolera cada vez menos abusos (embora a Justiça seja conivente com os faltosos, vide o Senado brasileiro, paraíso de mordomos, sobrinhos, netos e mausoléus!).
(...) As empresas não estão mais, embora algumas insistam em fechar os olhos para a realidade, blindadas contra as críticas porque as redes sociais, o Twitter, o Orkut, os blogs, os grupos de discussão, passaram a ser ambiente propício para esta modalidade nova de "rádio peão"eletrônica para a qual não há controle e censura que dêem jeito. Basta não andar na linha, basta desrespeitar o consumidor, praticar o assédio moral contra funcionários (...) ou prejudicar os investidores (...) para que a comunicação máquina-a-máquina funcione a todo vapor. E o ruído silencioso das redes sociais , da comunicação eletrônica é mais devastador do que o dos megafones e carros de som tradicionais.
Não há saída: a sociedade conectada não favorece o controle, torna ineficaz a estratégia antiga (infelizmente ainda utilizada em centenas de cidades brasileiras por empresas e autoridades) de cooptar veículos de comunicação em troca de anúncios, por amizade etc ou mesmo de ameaçar jornalistas/radialistas que insistem em denunciar escândalos políticos ou econômicos.
(...) As empresas devem contemplar as críticas como sinais de alerta porque boa parte delas se origina de motivos concretos ou até da sua incompetência em estabelecer diálogo com os seus públicos de interesse. Muitas preferem monitorá-las com o objetivo de desenvolver ações de intimidação ou de cooptação (continuam acreditando que toda pessoa tem seu preço!) em vez de ouvirem com mais cuidado e respeito porque consumidores, funcionários, na maioria dos casos, apenas querem colaborar, ainda que o tom não seja em princípio cordial (o que faria você se ficasse sem telefone ou internet o dia todo e dependesse deles para fechar negócios, conversar com parentes e amigos?).
As organizações precisam recrutar pessoas, especialmente líderes autênticos (há chefes que não lideram coisa alguma e que só se impõem pela possibilidade que as empresas lhes dão de chicotear aqueles que os contestam), que estejam dispostos a esta interação com humildade, praticando, interna e externamente, uma autêntica gestão de informações e de conhecimentos.
Seremos todos piratas (no bom sentido ) no futuro, mesmo que essa realidade pareça distante neste momento. Teremos que compartilhar valores, saberes, informações, conhecimentos se quisermos sobreviver em paz.
Até que isso aconteça, o negócio é resistir ao autoritarismo (o exemplo de Honduras indica que as ditaduras são cada vez menos toleráveis) de chefias, de empresas, de governos. Contra a censura, a auto-censura e o grito, usaremos o sarcasmo, a ironia, a conversa ao pé do fogo. Contra Davos o Fórum Social. Contra latifúndios (na agricultura e na mente), lançaremos mão da nossa opinião diversa, avessa à transgenia cultural e defenderemos, com veemência, a bio e a sociodiversidade.
(...) Twitter, Orkut, "rádio peão" e blogs irreverentes serão nossas enxadas eletrônicas contra empresas e chefias autoritárias. Um dia, aquela frase hipócrita - "o funcionário é o nosso maior patrimônio " (não é, Embraer?) - deixará de ser apenas um discurso vazio que freqüenta folders e vídeos institucionais e vigorará na prática.
As organizações e governos que quiserem "pagar para ver" levarão um tranco fenomenal. Quando a utopia se transformar em realidade, não haverá espaço para ditadores ou privilegiados, em Honduras ou no Senado. E isso só acontecerá, se acreditarmos nisso e estivermos dispostos a realizar as mudanças necessárias. O Twitter, o Orkut, os portais, os blogs são a nossa nova arma. Estamos nos preparando para a luta. E você está convidado.
As novas gerações darão o golpe fatal nas empresas, governos , oligarquias e patrões que, depois de terem avançado sobre o nosso passado, ainda tentam impedir no presente que a gente construa o nosso futuro.
Twittemos todos. A verdade é filha do tempo e não da autoridade (Goeth?).
Veja mais em: www.blogdowilson.com.br
Perfil do jornalista digital exige coordenar comunidades online
O título deste post é de um artigo publicado por Christian Espinosa, assessor de mídia digital e responsável pelo site Cobertura Digital. A Ello Comunicação sabe que o perfil do comunicador mudou e por isso tenta aplicar novos conceitos em suas estratégias. Estamos no caminho, mas sabemos que ainda temos muito para aprender. Segue o artigo:
Definitivamente, o perfil do jornalista digital evolui e cada vez mais exige novos saberes. Estamos diante de um profissional que obviamente deve trazer, antes de tudo, o 'background' do jornalista de base, que domina a reportagem e a investigação de fontes. Mas isso só não basta aqui. E menos ainda agora que "a Internet terminou com a superioridade que os jornalistas tinham em relação a suas audiências".
Neste meio, o jornalista tem novas obrigações que vão desde ter cultura digital suficiente para trabalhar com uma equipe técnica, como estar em dia com toda nova ferramenta que poderá contribuir à gestão de informação.
Além disso, deve entender a natureza dos outros meios de comunicação, para saber qual formato multimídia explorar e também ter claro como utilizá-lo na Internet.
Este é um resumo adaptado dos pontos que todo jornalista digital deve saber, de acordo com um workshop de convergência de mídia onde Jean Fogel, professor da Fundación Nuevo Periodismo, atualizou as exigências aos jornalistas.
Suas novas obrigações estão com a audiência
Gerar debates: A Internet é uma mídia de participação por excelência. Seu imediatismo, facilidade de acesso e ferramentas interativas são o cenário perfeito para gerar opinião, debates e desafiar as audiências para que façam parte ativa da informação.
Coordenar comunidades online: Estar atento para a interação social na rede é fundamental para se aproximar das audiências, sintonizar com seus interesses e dar visibilidade. Saber aproveitar o potencial que as comunidades online oferecem é uma estratégia chave para manter um site dinâmico impulsionado pela energia dos usuários.
Sair do pedestal: A Internet terminou com a superioridade que os jornalistas tinham diante das audiências. Hoje esta relação é horizontal, por isso, é necessário que os jornalistas se liberem de seu ego e aprendam a entender, valorizar e aproveitar os interesses e a participação das audiências.
Obrigações com a convergência e multimídia
- Deve entender a base dos diferentes meios de comunicação: Em termos de convergência, é crucial que o jornalista saiba identificar os pontos fortes de cada mídia para saber que recursos pode aproveitar de cada um.
- Conhecer a narração multimídia: O jornalismo online exige ir muito mais além do texto. Hoje os usuários precisam de conteúdos com vídeo, fotos, infografias, downloads e links com informações relacionadas. Para isso, é necessário que os conceitos exigidos na narração multimídia estejam muito claros.
- Adaptar aos ciclos de vida da informação: O ritmo vertiginoso da Web exige que os conteúdos circulem, se complementem, se transformem, se conectem com grande rapidez e deem caminho a outros produtos mais relevantes quando necessário. É uma lógica muito diferente dos meios impressos onde a informação fica estática após ser publicada.
- Assumir o papel de autor, editor e publicar seu próprio material: A forma intuitiva como estão concebidas as ferramentas da Web e o imediatismo que este meio exige criam um cenário em que uma pessoa só pode se encarregar de todo o processo de produção de conteúdos.
Obrigações de seguimento
- Ler estatísticas de tráfego e dados dos usuários: Graças a várias ferramentas que existem na Internet, os jornalistas podem ter uma ideia clara de como seu site se comporta, quantas visitas recebe, quais são os conteúdos mais desejados, que seções e funcionalidades despertem maior interesse e participação, entre outras. Em geral, as estatísticas oferecidas por sites como Google Analytics e Alexa permitem seguir o rastro da audiência e se conectar com suas necessidades.
Obrigação de estar em dia com a cultura digital
- Saber se relacionar e dominar as equipes de desenvolvimento tecnológico: Uma das barreiras enfrentadas por jornalistas que têm algum empreendimento na Web é tratar com a equipe de engenheiros que por motivos técnicos freiam suas iniciativas. Por isso, é importante que o jornalista conheça os conceitos tecnológicos para ter argumentos na hora de solicitar um recurso ou inovação.
- Imersar-se na cultura digital 2.0 e 3.0: É imprescindível que um jornalista da Web esteja atento e participe ativamente em redes sociais, canais de informação, blogs, comunidades e saiba aproveitar as ferramentas da Web em seu trabalho diário.
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Definitivamente, o perfil do jornalista digital evolui e cada vez mais exige novos saberes. Estamos diante de um profissional que obviamente deve trazer, antes de tudo, o 'background' do jornalista de base, que domina a reportagem e a investigação de fontes. Mas isso só não basta aqui. E menos ainda agora que "a Internet terminou com a superioridade que os jornalistas tinham em relação a suas audiências".
Neste meio, o jornalista tem novas obrigações que vão desde ter cultura digital suficiente para trabalhar com uma equipe técnica, como estar em dia com toda nova ferramenta que poderá contribuir à gestão de informação.
Além disso, deve entender a natureza dos outros meios de comunicação, para saber qual formato multimídia explorar e também ter claro como utilizá-lo na Internet.
Este é um resumo adaptado dos pontos que todo jornalista digital deve saber, de acordo com um workshop de convergência de mídia onde Jean Fogel, professor da Fundación Nuevo Periodismo, atualizou as exigências aos jornalistas.
Suas novas obrigações estão com a audiência
Gerar debates: A Internet é uma mídia de participação por excelência. Seu imediatismo, facilidade de acesso e ferramentas interativas são o cenário perfeito para gerar opinião, debates e desafiar as audiências para que façam parte ativa da informação.
Coordenar comunidades online: Estar atento para a interação social na rede é fundamental para se aproximar das audiências, sintonizar com seus interesses e dar visibilidade. Saber aproveitar o potencial que as comunidades online oferecem é uma estratégia chave para manter um site dinâmico impulsionado pela energia dos usuários.
Sair do pedestal: A Internet terminou com a superioridade que os jornalistas tinham diante das audiências. Hoje esta relação é horizontal, por isso, é necessário que os jornalistas se liberem de seu ego e aprendam a entender, valorizar e aproveitar os interesses e a participação das audiências.
Obrigações com a convergência e multimídia
- Deve entender a base dos diferentes meios de comunicação: Em termos de convergência, é crucial que o jornalista saiba identificar os pontos fortes de cada mídia para saber que recursos pode aproveitar de cada um.
- Conhecer a narração multimídia: O jornalismo online exige ir muito mais além do texto. Hoje os usuários precisam de conteúdos com vídeo, fotos, infografias, downloads e links com informações relacionadas. Para isso, é necessário que os conceitos exigidos na narração multimídia estejam muito claros.
- Adaptar aos ciclos de vida da informação: O ritmo vertiginoso da Web exige que os conteúdos circulem, se complementem, se transformem, se conectem com grande rapidez e deem caminho a outros produtos mais relevantes quando necessário. É uma lógica muito diferente dos meios impressos onde a informação fica estática após ser publicada.
- Assumir o papel de autor, editor e publicar seu próprio material: A forma intuitiva como estão concebidas as ferramentas da Web e o imediatismo que este meio exige criam um cenário em que uma pessoa só pode se encarregar de todo o processo de produção de conteúdos.
Obrigações de seguimento
- Ler estatísticas de tráfego e dados dos usuários: Graças a várias ferramentas que existem na Internet, os jornalistas podem ter uma ideia clara de como seu site se comporta, quantas visitas recebe, quais são os conteúdos mais desejados, que seções e funcionalidades despertem maior interesse e participação, entre outras. Em geral, as estatísticas oferecidas por sites como Google Analytics e Alexa permitem seguir o rastro da audiência e se conectar com suas necessidades.
Obrigação de estar em dia com a cultura digital
- Saber se relacionar e dominar as equipes de desenvolvimento tecnológico: Uma das barreiras enfrentadas por jornalistas que têm algum empreendimento na Web é tratar com a equipe de engenheiros que por motivos técnicos freiam suas iniciativas. Por isso, é importante que o jornalista conheça os conceitos tecnológicos para ter argumentos na hora de solicitar um recurso ou inovação.
- Imersar-se na cultura digital 2.0 e 3.0: É imprescindível que um jornalista da Web esteja atento e participe ativamente em redes sociais, canais de informação, blogs, comunidades e saiba aproveitar as ferramentas da Web em seu trabalho diário.
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